domingo, 17 de maio de 2009

MEDIA DIGITAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL_TRABALHO DE GRUPO

Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media

O Grupo 4 apresentou a sua síntese, no fórum, através de um documento em pdf e para além disso construiu e disponibilizou uma wiki.

MEDIA DIGITAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL_CONTRIBUTO PARA TRABALHO DE GRUPO

Depois de termos dividido o texto pelos quatro elementos, cada um ficou responsável por resumir a sua parte.




MEDIA DIGITAIS E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE SOCIAL



Actividades Sociais e Desenvolvimento da Identidade nos Jovens

Objectivo: Reconhecer a influência dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
Competências: Analisar e discutir o papel dos media digitais na construção da identidade social dos jovens.
Recursos de Aprendizagem:
Texto 1
Weber, S.; Mitchell, C. (2008). Imaging, Keyboarding, and Posting Identities: Young People and New Media Technologies. In Youth, Identity, and Digital Media: 25-47.
Texto 2
Stern, S. (2008). Producing Sites, Exploring Identities: Youth Online Authorship. In Youth, Identity, and Digital Media: 95-117.
Texto 3
Boyd, D. (2008). Why Youth ♥ Social Network Sites: The Role of Networked Publics in Teenage Social Life. In Youth, Identity, and Digital Media: 119-142.
Texto 4
Stald, G. (2008). Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media. In Youth, Identity, and Digital Media: 143-164.
Texto 5
Goldman, S.; Booker, A., & McDermott, M. (2008). Mixing the Digital, Social, and Cultural: Learning, Identity, and Agency in Youth Participation. In Youth, Identity, and Digital Media: 185-206.
Texto 6
Yardi, S. (2008). Whispers in the Classroom. In Digital Youth, Inovation, and the Unexpected: 143-164.

A tarefa da actividade 3 era composta por:
1º) Constituição livre dos grupos de trabalho (máximo de 4 elementos);
2º) Escolha por cada grupo do texto a trabalhar;
3º) Leitura e elaboração de uma síntese do texto;
4º) Apresentação no Fórum A3 das sínteses efectuadas;
5º) Discussão conjunta das sínteses apresentadas pelos diversos grupos.

O grupo do qual fiz parte seleccionou o texto 4- "Mobile Identity: Youth, Identity, and Mobile Communication Media"


IDENTIDADE SOCIAL NA ADOLESCÊNCIA_REFLEXÃO FINAL

A comunicação faz-se de forma cada vez mais imediata. Não se espera, não se deixa para dizer mais tarde e essencialmente temos o poder de o fazer para todos. Tornámo-nos autores e a nossa palavra tem um espaço onde pode ser lida.
Os jovens nasceram, crescem e vivem nesta realidade, construindo a sua identidade através dela.

A utilização do mundo virtual permite que os jovens ultrapassem barreiras e constrangimentos naturais dos contactos frente-a-frente, que se dêem a conhecer e ao mesmo tempo que iniciem um processo de auto-conhecimento, mas que também se exponham, muitas vezes em demasia.

Facultar aos jovens ferramentas e orientações para que construam a sua identidade, de uma forma saudável e equilibrada, tornando-os adultos responsáveis, críticos e interventivos, é uma obrigação de todos os intervenientes deste processo de crescimento (pais, educadores, pares, etc).

A construção de páginas pessoais e blogues, pelos jovens, permite-lhes sentirem que têm uma palavra, que podem intervir, que são "lidos", ou seja, que têm um lugar neste mundo.

IDENTIDADE SOCIAL NA ADOLESCÊNCIA_DEBATE

Durante a publicação das sinteses as reflexões e o debate foi surgindo e revelando a importância que as novas tecnologias representam para os jovens.

Seleccionei algumas intervenções de colegas:

por Rui Fernandes - Segunda, 6 Abril 2009, 05:52

Olá
Aproveitando os comentários da Filomena e da Paula, gostaria de fazer algumas referências que me parecem pertinentes neste contexto.

Na verdade, a utilização do mundo virtual numa fase de construção de identidade, pode ser vantajosa em termos de comunicação e contactos. O anonimato permite aos jovens não criar embaraços que são naturais nesta fase da vida quando estamos perante os outros, seja pelo acne, seja porque olhar de frente e nos olhos ainda é difícil, seja por outros complexos ou frustrações ainda não ultrapassadas.

Mas isto pode levar a um problema muito delicado que, verifico hoje acontecer, no que respeita ao conceito do social e de integração nesse social. Constrói-se uma identidade muito individualista onde o colectivo não é entendido como tal, mas como o somatório das individualidades, esquecendo a partilha, esquecendo a existência dos outros. Cada um por si nos trabalhos de grupo, dificuldade em cooperar com os pares, rejeição da noção de respeito pelo parceiro, enfim, poderia tornar-se numa longa lista.

Daí que, como refere a Filomena, citando Erikson, o contributo de quem educa seja fundamental, sendo que, ao contrário do que muitas vezes se verifica, pais ou encarregados de educação não podem alhear-se desse papel deixando-o para outros como a escola ou os pares com quem os jovens interagem. É necessário controlar/perceber, e isto não significa necessariamente condicionar ou limitar, as interacções muito individualistas, apostar em colaborar nesta fase de construção da identidade social dos futuros adultos para que não nos queixemos da social no futuro.

Será necessário que os (indispensáveis) bits da nossa vida possam ficar em espera, para que os átomos, os referenciais da aprendizagem, os influenciadores positivos, os vivenciadores de experiências anteriores, possam passar a mensagem de equilíbrio social e educação. Os bits têm de se adaptar e integrar nos átomos e não o contrário, o Homem tem de continuar a comandar o seu próprio crescimento e não entregá-lo ao mundo virtual.

por Paula Simões - Segunda, 6 Abril 2009, 16:07

Olá colegas,
Concordo com o que a Filomena e o Rui estão a dizer, e respondendo à Filomena, não podem ocupar o lugar dos referenciais, a meu ver.
Sem dúvida que os referenciais reais e de convívio com os jovens são imprescindíveis, daí eu ter referido a importância dos pais e educadores. O que eu referia é que, na minha opinião, daí ter falado numa "dor" mais forte, o mundo virtual utilizado por muitos jovens é um "campo minado" e muitos pais não têm capacidade de orientação a esse nível.
Aí, a construção da identidade vê-se ainda mais instável e de luta constante. O virtual, o digital, o blog, o anonimato torna demasiado fácil muitas das vezes a convivência entre jovens. É preciso o meio ambiente, o social diário, não o criado ou pseudo real. é claro que o jovem desenvolve competências ao utilizar a internet como forma de se afirmar, mas diria que seriam mais técnicas. No mundo virtual os jovens dificilmente tropeçam e o levantar depois das quedas é que os faz crescer e lhes proporciona ir ultrapassando obstáculos e desenvolvendo a sua identidade.
Diria que o anonimato parece facilitar a formação da identidade, mas não creio muito que seja assim tanto. Mais!! Quando não houver acesso à tecnologia, e o jovem tiver de lidar com o seu acne, quem está lá? Os pais, grupo de pares, paixões e ele aí sim, vai ter de enfrentar, e vai custar-lhe poque ser adolescente é isso mesmo.
Concluindo, as tecnologias podem ajudar na exploração da identidade, fugindo a constrangimentos reais, mas ficam muito aquém das necessidades de formação da identidade do jovem e consequente maturação.



por Ana Margarida Sousa - Quinta, 9 Abril 2009, 04:15

A realidade dos nossos filhos, dos nossos alunos é muito diferente da que nós vivemos na nossa infância, na nossa adolescência. No nosso tempo, andávamos à vontade na rua, íamos a casa uns dos outros, ao parque livremente, e só voltávamos quando a nossa mãe nos chamava, empoleirada na janela, para virmos jantar. As crianças e os jovens de hoje não têm esta liberdade de movimentos e, como tal, há que preencher o tempo que se passava ao ar livre, ou em "liberdade", por outras formas mais controladas. Assim, a televisão e o computador surgem como meios de ocupação de tempos livres das crianças e jovens, depois da escola e de actividades que alguns pais poderão proporcionar aos filhos.
De acordo com alguns pediatras, é preferível uma criança estar a jogar um jogo no computador do que estar a ver televisão. Assim, desde tenra idade que a criança convive e vive com a tecnologia, sendo um ambiente que domina. Será então natural que ao longo da sua vida, irá desenvolvendo competências quer técnicas quer de socialização nestes meios. A partir de determinada altura, em que já domina estas técnicas, a crianças vai testando as suas competências (Maestria/ Domínio) através da criação ou de páginas pessoais ou de blogues, onde vai partilhar aspectos da sua vida real, ou seja, vai transpor para o mundo virtual a sua realidade. Parece-me que haver uma extensão da vida real para vida virtual, não assume ainda, na nossa sociedade, um carácter preocupante, salvo raras excepções, tal como a do jovem da escola alemã, que tal como foi referido por Schoen-Ferreira, Farias e Silvares (2003), “Na difusão de identidade, o jovem não se preocupa com sua falta de comprometimento e, em consequência, não explora activamente as alternativas disponíveis. Os jovens que permanecem no estado de difusão de identidade correm alto risco de desenvolver transtornos psicológicos (Kimmel & Weiner, 1998). (...) Os adolescentes que apresentam problemas comportamentais necessitam de ajuda para superá-los. Além disso, mesmo que uma conduta anormal seja transitória, pode ter efeitos duradouros”. Neste caso particular, possivelmente haveria uma patologia.
O facto de os adolescentes partilharam as suas preocupações, frustrações, alegrias, tristezas em blogues, páginas pessoais, e outras formas de tecnologias, acaba por funcionar como um “escape”, um desabafo para aquilo que não consegue compreender, partilhar, afinal esta é uma idade de muitas mudanças, de muitas definições e indefinições. Um mundo não se sobrepõe ao outro, apenas se complementam na procura de identidade, até porque o mundo virtual tem por base o mundo real, com todas as suas qualidades e defeitos, as dores e alegrias.
Não quero com isto dizer que pais, professores e amigos devam ser substituídos pela Internet. Cada elemento tem o seu lugar definido e, na ausência de qualquer um deles, a construção não ficará tão estável… podendo daí advir desequilíbrios mais ou menos profundos. Só penso que será mais um meio na construção da identidade, uma vez que pode diversificar experiências, vivências, opiniões, que de outra forma não seria possível aceder.
Caberá aos pais sobretudo, mas também à escola, orientar e alertar para possíveis perigos da Internet.

IDENTIDADE SOCIAL NA ADOLESCÊNCIA_REFLEXÃO

"Não fale com estranhos" é uma frase a debater com os nossos novos jovens, os nativos digitais.
A utilização de redes virtuais de interacção social proporcionam vários perigos, como se tem vindo a comprovar, principalmente a jovens menos preparados e alertados para estes novos perigos. O comunicar através de uma máquina proporciona uma maior segurança e por vezes um maior à-vontade de se "abrirem" e de revelarem o seu ser interior... Há quem se aproveite desta vulnerabilidade, como é o caso dos predadores sexuais.
O estudo "Construção de páginas pessoais como expressão de desenvolvimento social" mostra-nos que os jovens, apesar de poderem manter o anonimato, não o fazem na generalidade... partilham muitas informações pessoais como forma de expressarem a sua própria identidade e por este ser um meio mais fácil de partilha do que o frente-a-frente. Colocam fotografias, informações pessoais e endereços de e-mail, pois um dos desejos é ser contactado, é sentirem que alguém os lê e lhes responde, ou através de comentários ou mails.
Cada vez mais cabe ao adulto controlar, respeitando sempre a liberdade de modo a não criar mais situações de conflito, normais nesta fase de desenvolvimento, e ajudá-los a perceber os perigos inerentes a esta exposição.
O tempo útil que os pais passam com os filhos e o acompanhamento que lhes dão, tornou-se, sem duvida, um problema social em expansão. Os pais cada vez têm de trabalhar mais, as solicitações profissionais (e agora, a falta delas) são enormes e o desgaste físico e mental cada vez maior, o que lhes deixa muito pouca "vontade" de ainda terem de fazer o papel de pais. É muito mais fácil apetrechar o quarto das crianças com distracções que lhes proporcionem momentos de paz e descanso.
O problema é que as nossas crianças/adolescentes estão cada vez mais entregues a si próprios e sentem que ninguém se preocupa realmente com eles... ninguém dá por falta deles, se não vão logo para casa depois das aulas, não são questionados se passam horas infindáveis em frente do computador ou da televisão...
O tão publicitado choque tecnológico, com a massificação dos equipamentos informáticos são para muitas famílias mais um fosso entre pais e filhos. Quantas crianças/adolescentes estão a receber portáteis, cujos pais nunca mexeram num computador? e, mesmo que quisessem, como controlariam??
A quantidade de "Magalhães" que têm chegado lá à escola formatados, ou supostamente avariados porque a Internet não funciona demonstram que muitos pais estão muito longe de conseguirem acompanhar os seus filhos nesta nova Era.
Durante a minha pesquisa sobre o tema encontrei alguns estudos/ trabalhos interessantes de onde retirei algumas informações complementares:

"O weblog, portanto, funciona também como a representação da identidade de seu autor, uma “janela” para que os outros possam conhecê-lo e com ele interagir, um espaço onde o indivíduo pode expressar sua personalidade e seus pontos de vista. O layout do blog normalmente apresenta características coerentes com a personalidade de seu autor, através de cores, elementos e imagens, assim como os comentários expressam suas opiniões. O layout e o conteúdo do blog podem contribuir ainda para melhorar a imagem de uma pessoa que não conhecemos pessoalmente ou suplementar a impressão obtida no face-a-face. (Doring, 2002 – em Recuero, 2003).
Tendo como característica a actualização frequente, permite que o autor possa também reconfigurar sua “identidade” a partir da sua necessidade e vontade. Assim como o blog é mutante, a identidade do indivíduo também o é (RECUERO, 2003:9).
O ciberespaço é apresentado também como o local da simulação, da troca de idéias e da construção de personagens de mim mesmo (Turkle, 1998 – em Recuero, 2003). Dessa forma, os indivíduos podem inclusive se apresentarem com diferentes personalidades em cada “janela”, personalidades condizentes ou totalmente discrepantes com seu novo “eu”. O não compromisso com a actualidade, ou com a realidade, como afirma Julio Pinto (XXXX) caracteriza a migração conceitual ou um enevoamento das fronteiras entre o real e o virtual, típicas do ciberespaço. Dessa forma, para os participantes, talvez pouco importe se a figura do autor é uma representação de sua realidade. A representação é substituída pela apresentação, surge um outro tipo de mimese que deixa de representar para mostrar. O signo vem antes do objecto ou mesmo pode existir sem o objecto. Privilegia-se o facto de que o signo está presente no mesmo espaço em que eu estou presente. Nesse sentido, a realidade poderia ser definida a partir do conceito de Pierce (em Pinto, xxxx): “o real é aquilo em que qualquer homem acreditaria e sobre o qual esteja pronto a agir…”
O blog oferece a seu autor um espaço demarcado no ciberespaço. Ali ele está presente para apresentar a si mesmo, emitir suas opiniões, receber seus “vizinhos”, criar e desenvolver relacionamentos. "
"O meio electrónico torna-se um espaço central não só para comunicação e difusão da informação, mas também para a construção das identidades sociais. A experiência vivida no presencial é fundamental, porém há uma crescente substituição dessas pelas experiências mediadas pelos discursos da media (Thompson, 1998), o que provoca grande influência na construção da vida social.
Os discursos relacionados à sexualidade estão em constante circulação na sociedade: matérias jornalísticas, livros juvenis, filmes, outdoors, campanhas de prevenção, etc. Conforme evidenciado em trabalhos como o de David Huffaker (2004), os jovens mostram sua intimidade nos espaços virtuais, especificamente, nos blogs, onde expõem seus dilemas e desejos, trazem questões referentes ao corpo e à sexualidade. Essas questões aparecem com frequência porque esse espaço permite a liberdade de expressão que não é oferecida por outras instituições. Os temas relacionados à sexualidade ainda hoje são tabus para a família e para a escola.Construídos sobre a tecnologia da palavra escrita, nos blogs, o autor ou a autora vai construindo sua identidade de autor/a e leitor/a, através da apropriação das palavras e dos textos (verbais e não-verbais) , pois: “ O texto implica significações que cada leitor constrói a partir de seus próprios códigos de leitura, quando ele recebe ou se apropria desse texto de forma determinada.” (Chartier, 1999, p. 52). O papel do autor, de acordo com Foucault (1992), remete a uma das possíveis figurações do EU. Cada indivíduo torna-se autor da própria fala, o que delineia traços da identidade. "
"Com a Internet, os processos de construção identitária vêm ganhando uma nova forma. A rede possibilita, a um número maior de pessoas, a oportunidade de se relatar. Garante maior liberdade de mostrar ou construir a própria identidade. Dispor de um lugar no ciberespaço. No universo digital não há a relação física com as pessoas que encontramos. Para que haja mútuo conhecimento e uma troca de relações é necessário que as pessoas construam identidades virtuais".

IDENTIDADE SOCIAL NA ADOLESCÊNCIA_SINTESE


Discussão do Processo de Construção da Identidade na Adolescência

Objectivo: Identificar as características e discutir o processo de construção de identidade na adolescência.
Competências: Analisar o processo de construção da identidade durante o período da adolescência.
O que fazer?
Para a Actividade 2 foi proposto que realizássemos uma leitura individual e elaborassemos uma síntese dos textos disponibilizados. Posteriormente caberia uma discussão dos textos, trabalhados no Fórum 2, moderada pelo Professor.
Sintese apresentada dos recursos disponibilizados:
A construção da Identidade Pessoal é vista como a tarefa mais importante da adolescência. Para Erikson construir uma identidade é definir quem se é, quais são os seus valores e quais as direcções que desejam seguir pela vida (valores, metas e crenças). Esta formação será influenciada por factores intrapessoais (capacidades inatas e características adquiridas), interpessoais (identificação com outras pessoas) e culturais (valores sociais a que se está exposto).Assim ao construírem Páginas pessoais (PP) e/ou Blogs os adolescentes podem ganhar sentimentos de realização pessoal e de auto-estima, com o conseguirem fazer.Utilizam o computador para se exprimirem, para se darem a conhecer ou mesmo criar identidades muito distintas das reais (desenvolvendo também a criatividade apesar de todos os perigos inerentes da construção de identidades diferentes das reais) e através destas ferramentas podem escrever sobre assuntos que pessoalmente se sentiriam mais constrangidos ou mesmo impedidos de o fazerem, pois se assim o pretenderem podem sempre manter o anonimato. Sentem-se mais seguros. Podem expressar-se sem terem de olhar nos olhos dos seus interlocutores superando assim, questões sociais tais como a timidez.Como tudo na vida convém que haja um equilíbrio, que esta utilização do Mundo Virtual não se sobreponha ao Mundo Real. Que não percam capacidades de interacções pessoais, que consigam desenvolver capacidades de relacionamentos pessoais, capacidades essas tão importantes na vida adulta, tanto sociais como profissionais. Que não se fechem no Mundo Virtual.